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Boa safra, qualidade e preços atraentes

  • - Daniel (D), com o pai Ernesto Theobald comemoram os resultados

Daniel Theobald colheu quatro mil quilos de nozes este ano.

A diversificação da produção tem se consolidado como estratégia importante para agricultores de Seara. Um exemplo são os produtores que já há alguns anos estão investindo na produção de nozes.
Este é o caso do produtor Daniel Theobald, do distrito de Nova Teutônia, que investe há mais de uma década no cultivo de nozes-pecã, atividade que hoje já apresenta resultados positivos e perspectivas de crescimento. Segundo Daniel, a família decidiu apostar na cultura como uma alternativa às atividades já existentes. “Aqui nós iniciamos em 2010 e hoje temos em torno de 280 pés plantados. A área cultivada chega a aproximadamente quatro hectares, com parte das mudas tendo sido replantadas para melhorar o espaçamento e o desenvolvimento das árvores”, explica.
O produtor lembra que os primeiros anos exigem atenção redobrada. “Nos primeiros cinco anos é um manejo intenso. Tem que fazer poda, cuidar da condução da planta pra ela crescer de forma adequada e não atrapalhar no futuro, principalmente pensando na colheita mecanizada”, destaca. Atualmente, o manejo é realizado com foco em práticas orgânicas. “A gente faz aplicações de produto orgânico e não usa veneno. São de quatro a cinco aplicações por ano, além de análise de solo e das folhas”, completa.
A produção de noz -pecã é de médio a longo prazo. As plantas enxertadas começam a produzir entre três e cinco anos, mas o retorno mais significativo leva mais tempo. “Pra ter uma colheita com melhor retorno, vai em torno de oito anos. E a produção máxima vem depois dos 20 anos, quando as árvores já estão bem desenvolvidas”, explica Daniel.
Mesmo ainda em fase de crescimento, a safra deste ano foi animadora. “O clima colaborou e a gente também foi aprendendo mais sobre o manejo. Foram três anos bem difíceis, principalmente por causa da seca, mas agora a produção reagiu bem”. A colheita atual gira em torno de quatro mil quilos, com média de 15 a 16 quilos por árvore, podendo chegar a até 20 quilos em plantas mais desenvolvidos.
O produtor ressalta que há várias opções de comercialização. “A gente vende com casca no comércio local e regional. Também vendemos online para padarias e para o pessoal que faz doces. Vendemos tanto com casca como descascada”, comenta.
Parte da produção também segue para o Litoral, onde há boa aceitação do produto orgânico, segundo Daniel. O preço é considerado atrativo. “Hoje está em torno de R$ 25 o quilo com casca e R$ 90 descascada. Mas dá mais trabalho, porque para um quilo descascado precisa mais do que dois com casca, além de todo o processo de abertura e seleção”, explica.
Seara tem cerca de oito produtores de nozes, com uma produção estimada entre 17 e 18 toneladas por ano.

Diversificação

Além das nozes, a propriedade de Daniel Theobald também produz mel e desenvolve iniciativas de turismo rural, ampliando as fontes de renda. Para Daniel, investir em novas atividades é essencial para a sustentabilidade no campo.

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