Último acidente grave completou 156 dias!
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- Motoristas aguardam melhorias
Contorno Viário segue à espera das obras prometidas.
A preocupação com o Contorno Viário de Seara ainda mobiliza a Administração Municipal. O último acidente na ponte, que vitimou fatalmente o motorista Volnei Lando, foi registrado no fim da tarde do dia 28 de janeiro deste ano.
Segundo o prefeito Beto Gonçalves, o município elaborou e entregou à Secretaria de Estado da Infraestrutura um dossiê contendo reportagens, registros de acidentes e documentos que demonstram a gravidade da situação. Algumas melhorias foram realizadas após as reivindicações, principalmente na área de sinalização. Foram instaladas novas placas de advertência e um pórtico de sinalização nas proximidades do trevo de linha Encruzilhada Santa Cruz.
No entanto, as principais demandas apresentadas pelo município ainda não saíram do papel. Entre elas está a criação de uma área de escape para veículos pesados que enfrentem problemas mecânicos, especialmente falhas nos freios durante a descida. “Inicialmente o Governo do Estado sinalizou positivamente para a proposta. A Prefeitura chegou a obter autorização dos moradores confrontantes para a realização da obra e assumiu o compromisso de auxiliar com caminhões e transporte de materiais. Entretanto, posteriormente o Estado informou que não teria disponibilidade de máquinas e equipamentos para executar os trabalhos, inviabilizando o projeto naquele momento”.
Outra medida defendida pela Administração Municipal era a instalação de um radar ou redutor de velocidade na descida do contorno. Contudo, uma decisão do Governo do Estado suspendeu a implantação desse tipo de equipamento nas rodovias estaduais.
Beto Gonçalves explicou que a proposta defendida pelo município não se trata de uma caixa de brita - estrutura utilizada em rodovias de grande porte e de elevado custo de implantação. Segundo ele, o objetivo seria construir uma área de escape por meio de uma via paralela à rodovia, aproveitando a topografia do local para desacelerar veículos. “Um exemplo é a pequena rua de chão na descida da rua Theodoro Barbieri. No contorno, a ideia seria implantar uma estrutura mais ampla”. Além das dificuldades operacionais, existe ainda uma ação judicial envolvendo áreas próximas ao trecho, o que também dificulta o andamento do projeto.
Outra reivindicação apresentada pelo município ao Estado foi o fechamento e aterramento da lateral da SC-155 entre Seara e Itá, local onde diversos caminhões saem da pista e tombam. “O desnível existente no local contribui para que os veículos capotem e que a carga recaia sobre a cabine, aumentando o risco de mortes e ferimentos graves”. Apesar das tratativas, a obra também não foi executada e não há previsão oficial para sua realização.
Diante da falta de avanços nas obras estruturais, a Prefeitura avalia a implantação de placas informativas e outdoors ao longo do trajeto, incluindo a descida de Rui Barbosa, recentemente pavimentada. A intenção é alertar motoristas, especialmente caminhoneiros, sobre os riscos do trecho e a necessidade de verificar as condições dos veículos antes de iniciar a descida.
Redução de riscos
O prefeito reforçou que a responsabilidade pela execução das melhorias cabe ao Governo do Estado, por se tratar de uma rodovia estadual. Ainda assim, garantiu que o município continuará cobrando providências e buscando parcerias para reduzir os riscos. “Queremos evitar novas tragédias. Seguiremos cobrando e trabalhando para que as melhorias necessárias sejam transformadas em realidade, trazendo mais segurança e tranquilidade para quem utiliza o contorno viário”, finalizou o prefeito.
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