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Um ato de amor, proteção e prevenção

  • - Suelen e Catarina estão construindo vínculos e memórias

Suelen Baller, mãe da pequena Catarina, fala do prazer em amamentar a filha.

Dourado é a cor que ilumina o mês de agosto e simboliza o valor e a importância do aleitamento materno. Mais do que alimento, o leite da mãe é amor, cuidado e proteção.
Nos primeiros meses de vida, não é preciso acrescentar nada. O leite materno é completo e suficiente para nutrir o bebê. E para completar a grandeza do ato é através dele que se forma um laço profundo e indescritível entre mãe e filho.
A jovem Suelen Tauane Baller, 19 anos, está vivenciando toda essa experiência há seis meses com a chegada da Catarina, sua primeira filha. Moradora do bairro Garghetti, em Seara, a mamãe Suelen está ciente da relevância deste ato. “A minha experiência com a amamentação é incrível. Temos um vínculo muito forte e lindo. Quero aproveitar o máximo que puder, sem colocar uma data para terminar”.
Para ela, a amamentação é uma das formas mais bonitas de demonstrar amor. “É estar presente, acolher e criar memórias. Esse vínculo é construído dia após dia no colo, no peito e no coração”.
Amamentar é importante, é bonito, mas nem sempre é fácil. “No começo foi tudo muito novo e tive que aprender a entender os sinais dela, a rotina e as necessidades de um bebê. Também há dias mais cansativos, em que a gente está exausta, mas precisa continuar. Acho que o maior desafio é conciliar a amamentação com a rotina e, ao mesmo tempo, aprender a respeitar os limites do nosso corpo e da nossa mente”. 

Orgulho e gratidão

Para Suelen Baller, a amamentação é uma experiência muito particular para cada mãe. “Nem sempre é fácil e nem acontece como a gente imagina, mas cada pequena conquista faz tudo valer a pena. Para mim, poder amamentar a Catarina durante esses seis meses tem sido motivo de muito orgulho e gratidão. Cada mamada, cada olhar e cada momento no meu colo fazem parte da nossa história e são memórias que vou levar para a vida toda”. E resume: “É quando ela encontra meu colo, meu cheiro e meu carinho, e eu também sinto uma conexão muito forte com ela. Saber que existe esse momento que é só nosso torna a amamentação ainda mais especial para mim. É uma troca de amor, carinho e segurança”.


Pediatra fala sobre os mitos e verdades da amamentação

A médica pediatra Natalia Simões Pião Ramos reforça que o aleitamento materno oferece inúmeros benefícios tanto para o bebê quanto para a mãe. “Para o bebê, fornece nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento, além de componentes que ajudam na proteção contra diversas infecções, especialmente respiratórias e gastrointestinais. A amamentação também contribui para o desenvolvimento da relação afetiva entre mãe e bebê”. Já para as mamães, o ato pode favorecer a recuperação após o parto, além de estar associado à redução do risco de algumas doenças ao longo da vida.
Natalia lembra que a recomendação é que o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida, sem necessidade de água, chás ou outros alimentos, com ressalvas em situações específicas, porém orientadas por profissionais de saúde. Após os seis meses, inicia a alimentação complementar, mantendo o aleitamento materno até dois anos ou mais, conforme a recomendação e o desejo da mãe e da criança.
O período também pode ser de dificuldades. “Algumas mães apresentam dor, fissuras nos mamilos, dificuldade na pega do bebê, sensação de que têm pouco leite ou enfrentam problemas como ingurgitamento mamário e mastite”. Além das questões físicas, existem aspectos emocionais. Cansaço, insegurança, ansiedade e falta de apoio podem tornar esse período ainda mais difícil. “Por isso, é muito importante que a mãe tenha uma rede de apoio formada pela família e por profissionais capacitados, como pediatras, obstetras, enfermeiros e consultores de amamentação”. O mais importante, segundo a especialista, é que a mãe não sofra em silêncio. “Quando existe dificuldade, procurar ajuda precocemente pode evitar que um problema simples se torne maior”.
Um dos mitos sobre a amamentação é de que algumas mulheres não produzem leite suficiente. “Muitas vezes a dificuldade está relacionada à pega inadequada, à frequência das mamadas ou a outros fatores que podem ser corrigidos”. Outro mito bastante comum é achar que o leite materno pode ser fraco. “Isso não é verdade. O leite materno é adequado às necessidades do bebê e apresenta mudanças ao longo do tempo. Também existe a ideia de que é necessário oferecer água ou chá para o bebê pequeno, principalmente em dias quentes. Para bebês em aleitamento materno exclusivo, isso geralmente não é necessário”.
Natalia finaliza fazendo um alerta: “ Amamentar é um processo que envolve não apenas a mãe e o bebê, mas toda a família e a sociedade. Quando oferecemos acolhimento, informação correta e assistência profissional, aumentamos as chances de que a experiência da amamentação seja mais tranquila e prazerosa para essa família”.

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