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Casa ecológica é inaugurada

  • - Novo lar da família Magri tem 300 metros quadrados e três pisos

Edificação foi erguida na comunidade de linha Forquilha

Foram quase seis anos de muito planejamento, estudo, dedicação ao projeto e execução da obra e, claro, muito trabalho na realização de um sonho: a casa própria. Tudo foi realizado do jeito que a família sempre quis e ainda com economia e conforto.
Assim foi inaugurada na na quinta-feira, dia 15, a nova residência da família do searaense Valdir Magri em linha Forquilha, interior de Seara. Não é apenas uma casa. É uma bioconstrução. A casa ecológica é composta de materiais naturais e reaproveitados, como madeira, pedra, terra e palha, com técnicas de baixo impacto na construção.
A residência tem cerca de 300 metros quadrados, espalhados em três pisos. Conforme Valdir Magri, a casa começou a ser construída em março de 2020. “Foi um pouco menos de seis anos de construção. No total, 450 dias de trabalho”, enfatizou. A estrutura tem terra, pedra, bambu, eucaliptos, palha e serragem, além de telhas, portas, janelas e madeira recicladas. “A base é de materiais alternativos”. 
Magri lembra que recebeu incentivo da CrediSeara, que dispõe de um programa para bioconstruções que auxilia no pagamento do projeto arquitetônico. “A Cooperativa sempre teve convênios com arquitetos que dão assistência e que conhecem as técnicas de bioconstrução, além do incentivo com mutirão coletivo e assessoria”.
Com relação ao custo, Magri enfatiza que há grande economia. “A nossa casa custou 28% de uma estrutura convencional da mesma metragem. Ou seja, tivemos uma economia de 72%”.
Além do fator econômico, a proposta da bioconstrução tem várias outras vantagens. “A primeira delas é a sustentabilidade. Construir com impacto mínimo de materiais e mostrar que é possível construir diferente, de maneira mais sustentável, integrada com a natureza, usando materiais locais, sem gerar um grande impacto. É uma casa sustentável. A segunda proposta é financeira, porque a nossa família não teria condições de desembolsar 100% de uma obra tradicional. Há ainda o conforto térmico, pois a casa é integrada ao meio ambiente”.
Valdir Magri salienta ainda que a construção seguiu um planejamento. “Utilizamos ao máximo os meios da luz natural, coletamos água da chuva e pensamos na economia de energia elétrica, pois as paredes trazem esse conforto térmico, além do cruzamento de ar dentro da casa, que permite que ela fique mais fresca. Além disso, construímos telhados verdes. A terra e vegetação em cima do telhado permitem que você possa inibir a entrada de calor”.

Lideranças

A presidente da CrediSeara, Deomira Tedesco, destacou que “os primeiros que iniciaram as biocontruções foram considerados como loucos, mas com o passar do tempo se provou que é um ótimo modelo de construção. Precisamos de mais politicas públicas que incentivem essas obras”. Presente no evento o prefeito Beto Gonçalves salientou o trabalho e dedicação da família e ressaltou que “é sim uma casa que pode ser incluída em rotas turísticas, pois é um projeto inovador”.

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