Interior foi muito castigado pelos temporais
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- Galpão que abrigava maquinário teve o telhado destruído
Produtores e comunidades tentam se recuperar dos danos registrados no dia 27 de setembro.
Os efeitos da chuva de granizo que atingiu Seara no dia 27 de setembro continuam presentes no interior do município. Mais de duas semanas após o temporal, agricultores ainda contabilizam os estragos em aviários, galpões de máquinas e outras estruturas, enquanto comunidades enfrentam dificuldades para recuperar espaços utilizados em festas e encontros.
Além dos gastos com reparos, os prejuízos afetam a rotina das propriedades rurais e podem comprometer a produção.
De acordo com o secretário da Agricultura de Seara, Renato Tumelero, aproximadamente 500 propriedades foram atingidas. Entre as mais afetadas uma grande área desde Caçador até Vila Nova, passando também pela área urbana de Seara. Segundo Tumelero, os danos vão além das coberturas e exigem investimentos para recuperar estruturas, equipamentos e instalações.
Em algumas propriedades, a necessidade de reparos também impede a continuidade das atividades. “Somente em benfeitorias o prejuízo passou de R$ 20 milhões. Sem falar na demora para voltar a produção, no caso dos aviários, e é um prejuízo que vai se acumulando pois com a chuva estraga equipamentos, maravalha e tudo se perde”, acrescenta Tumelero.
O tempo necessário para recuperar as estruturas e retomar as atividades também amplia o impacto financeiro para os produtores. Um exemplo é no distrito de Caraíba, em que o agricultor André Fabrin enfrenta as consequências do temporal. Na propriedade, os maiores estragos ocorreram nos aviários e nos galpões utilizados para abrigar as máquinas e equipamentos. As casas tiveram danos menores, com algumas telhas quebradas.
Conforme o produtor, “o maior estrago foi na cobertura nos galpões das máquinas e nos aviários onde vamos ter que trocar todo o telhado”.
Além dos consertos, Fabrin precisa reorganizar a rotina de trabalho para manter as atividades em andamento. “Parte da lavoura de milho também foi atingida, as perdas são estimadas em cerca de 20%”.
O agricultor calcula que a recuperação das atividades exigirá algumas semanas. “Até voltar a rodar tudo normal, mais uns 20 dias, ou um mês, mais ou menos. Foram mais ou menos 500 mil de prejuízo.”, explica.
Os reflexos do granizo também atingiram espaços de lazer e eventos das comunidades. Na linha Dom Pedro, o salão comunitário sofreu danos consideráveis justamente quando a diretoria projetava uma ampliação do local.
Conforme o presidente da comunidade, Altair Gross, “o orçamento para substituir a parte comprometida do telhado, de fibrocimento de seis milímetros, chega a R$ 70 mil. E justo agora a gente tinha até um dinheiro em caixa e iniciado uma ampliação, mas agora tudo ficou prejudicado, inclusive os eventos”.
Recursos
O presidente da comunidade de Dom Pedro destacou ainda que diante do custo elevado, a comunidade pretende buscar apoio para realizar as melhorias necessárias. “A gente vai correr atrás pra ver se consegue alguma ajuda, porque só da comunidade não vamos conseguir. Já é difícil manter uma comunidade e refazer tudo isso aí é bem complicado”, afirma Gross.
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