Semestre amplia vendas
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- Mercado externo absorve grande parte da produção de proteína animal de Seara
SEARA Município exportou o equivalente a US$ 38,3 milhões nos primeiros seis meses de 2026, impulsionado pela comercialização de carne suína da JBS/Seara Alimentos.
As exportações de Seara apresentaram um leve crescimento de 0,6% nos seis primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com dados do Ministério da Economia, o município, representado principalmente pela JBS/Seara Alimentos exportou o equivalente a US$ 38,3 milhões no primeiro semestre deste ano e em 2025 foram US$ 38,1 milhões.
No primeiro semestre do ano passado, a empresa exportou 17.051 toneladas de carnes. Já em 2026 foram vendidas 17.393 toneladas de produtos. Seara compreende 0,5% das exportações de Santa Catarina e ocupa a 28ª posição no ranking das exportações catarinenses. No país, é o 535º colocado.
Os dados ainda mostram que a carne suína continua liderando o volume exportado, com 67% do total. Já a carne de frango figura em segundo lugar com 30% de participação nas vendas internacionais. Miudezas comestíveis, tripas, bexigas e enchidos de animais também aparecem na lista. Destaque ainda para a indústria alimentar e de bebidas, que exportou cerca de US$ 29 mil em produtos e o setor moveleiro com US$ 23 mil vendidos. Os principais destinos dos produtos searaenses são Chile, com 40% do volume exportado, Coreia do Sul (12,2%), Espanha (9,4%) e Reino Unido (7,7%).
Já as importações de Seara tiveram um acréscimo considerável. Nos primeiros seis meses de 2026 o município movimentou US$ 737,4 mil em compras do exterior. Em 2025 havia somado apenas US$ 73,3 mil. Os principais produtos adquiridos de outros países são máquinas, papel, metais, plásticos e instrumentos de ótica. O parceiro comercial mais importante é a China, com 92,4% das compras realizadas.
O município de Itá teve diminuição nas vendas externas no semestre. A Gelnex, que representa praticamente a totalidade das exportações do município, reduziu suas vendas de US$ 44 milhões nos primeiros seis meses de 2025 para US$ 37,1 milhões este ano. Uma queda de aproximadamente 15%. Itá está na 30º posição no ranking estadual de exportadores e 544º no nacional. Os principais produtos exportados são gelatinas e seus derivados, que movimentaram US$ 33,2 milhões e representam 89% do montante vendido ao exterior. As vendas ocorrem com Bélgica (27,7%), EUA (27,3%) e México (27,1%).
Em contrapartida, as importações itaenses tiveram um crescimento no período, passando de US$ 1,8 milhão em 2025 para US$ 4,6 milhões nos seis primeiros meses deste ano. Os principais produtos adquiridos são gelatinas e seus derivados, centrifugadores e miudezas comestíveis de animais. A maior parte das compras são feitas no Paraguai (86%).
Alta
Santa Catarina apresentou crescimento nas vendas externas num total de 4,3%. No acumulado dos seis meses de 2026, movimentou o equivalente a US$ 6,1 bilhões, enquanto o valor de importações somou US$ 18,2 bilhões. Entre os principais produtos exportados, a carne de aves representa 18,5% do montante, a carne suína 14,3%, geradores elétricos 5,5%, soja 5,2%, madeira 3,8% e motores de pistão 3,2%. O Estado ocupa a nona posição no ranking nacional em exportações.
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