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Produção de frutas exóticas

  • - A lichia é uma espécie exótica, originária da China

Atividade ainda tem pequeno impacto na região, mas é boa e rentável alternativa

Você já deve ter ouvido falar em Pitaya, Lichia e Macadâmia. Ou até mesmo em frutas menos conhecidas, com Logana, Dovyalis, Framboesa Negra e Amora Portuguesa.
O fato é que essas frutas exóticas estão se popularizando na região. Conforme o biólogo Edilson Zanluchi, que trabalha na assessoria a produtores e também no manejo e cultivo de mudas em Itá, “a produção de frutas exóticas começa a despontar como uma alternativa promissora para agricultores da região, impulsionada pelas mudanças no microclima e pela busca por novas fontes de renda no meio rural”. Zanluchi atua na Eucaplante Mudas Florestais. A empresa trabalha no fornecimento de mudas e no incentivo à diversificação da fruticultura.
São consideradas exóticas as frutas produzidas fora de sua região de origem. Alguns exemplos na região são a Pitaya, a Lichia e a Longana. Essas frutas ainda ocupam um espaço pequeno nas propriedades rurais, diferente de culturas já consolidadas, como laranja, caqui, pera e uva.
O biólogo destaca que muitas dessas espécies conseguem se adaptar bem, desde que encontrem condições adequadas. “Elas precisam de um microclima. Hoje, com as barragens do rio Irani e da Bacia do rio Uruguai, houve uma diminuição das geadas, o que favorece frutas mais sensíveis ao frio”, afirma. Segundo Zanluchi, esse cenário tem contribuído para o bom desempenho de culturas como a Pitaya e o Canistel, conhecido também como fruta-ovo. Já a Longana é chamada de “olho de dragão”. Há também a Noz Macadâmia.
Entre as principais vantagens da produção está a menor concorrência no mercado. “Não é uma fruta que tem muita concorrência hoje. Para o produtor, é uma boa alternativa de renda a mais dentro da propriedade”, ressalta Zanluchi. Ele afirma ainda que algumas dessas frutas alcançam valores elevados, o que agrega valor à produção. No entanto, o especialista alerta que o sucesso da atividade depende de planejamento. “Para o produtor, a primeira coisa é ter aptidão para a fruticultura. A família precisa gostar da atividade. Depois, fazer um estudo de mercado para definir onde vai vender”, pontua. Um dos gargalos enfrentados pelo setor é a falta de mão de obra, especialmente para colheita, embalagem e comercialização.
Atualmente, a produção de frutas exóticas na região ainda é pequena. “Não chega a 1% dos produtores. Muitos plantam mais por hobby do que por objetivo comercial”, observa o biólogo. Mesmo assim, ele destaca o crescimento em quantidade e na variedade e acredita que o mercado está em plena expansão, impulsionado pelas novas condições climáticas e pelo interesse crescente na diversificação agrícola.

Mudas de qualidade

Para quem deseja investir na produção de frutas exóticas, o biólogo Edilson Zanluchi orienta buscar informações, capacitação e mudas de qualidade. “Aqui em Itá, na linha Fátima, trabalhamos com mudas de frutas exóticas de diversas variedades. É uma boa alternativa, desde que haja planejamento e foco comercial”, conclui.

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