Inverno brasileiro inicia oficialmente no domingo
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- Estação fria começa neste domingo
Estação deve ser marcada por chuvas acima da média, mas intensidade do fenômeno El Niño deve se fazer mais presente durante a Primavera.
O frio chegou mais cedo e com força, mas o Inverno no Hemisfério Sul começa oficialmente neste domingo, dia 21 de junho, às 5h24. O meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), Marcelo Martins, informou que a nova estação deverá se comportar de forma normal para o período em termos de temperaturas e precipitações pluviométricas.
A previsão indica chuva próximo da média, mal distribuída e alternando dias consecutivos de tempo firme e predomínio de ar seco com períodos de mais nebulosidade e precipitação irregular em Santa Catarina. “O que temos para este Inverno, pelo menos desde a última atualização dos boletins meteorológicos, é uma previsão de chuva dentro da média climatológica, principalmente nos meses de junho, julho e agosto. Nessa época do ano não chove tanto, mas julho e agosto pode haver chuvas próximas da média ou até acima dela, com volumes totais mais elevados”.
Com o fenômeno El Niño já se configurando, Marcelo Martins explicou que as previsões indicam que os meses da Primavera possam ser mais chuvosos, o que, segundo ele, naturalmente já ocorre. “Normalmente durante o Inverno o El Niño não nos afeta tanto. Este fenômeno aumenta os volumes de chuva, mas é um período que já costuma ser mais seco. Como viemos de um Outono com pouca chuva, não devemos ter grandes problemas relacionados aos níveis dos rios, à agricultura ou ao solo saturado”.
O principal impacto, conforme o meteorologista, costuma ocorrer na Primavera e no Verão, quando o El Niño realmente se manifesta com mais força. “O nome, inclusive, vem do fato de que o fenômeno costuma se intensificar próximo ao Natal. Por isso sempre falamos com bastante antecedência quando há previsão de algo significativo”. De forma geral, a estação fria deve ter chuvas acima da média, mas, ainda assim, será um período relativamente seco.
Em termos de temperatura, as frentes frias se alternam com as massas de ar frio, que são as responsáveis pela queda mais acentuada das temperaturas. “Teremos vários episódios de geada, o que é normal para esta época do ano. Também podem ocorrer alguns episódios de neve e geadas amplas, que inclusive atingem o Litoral. Tudo isso é comum. A terra está mais afastada do Sol nessa época do ano e o frio é o esperado. Nada além da normalidade”, afirmou.
Em geral nos anos sob influência de El Niño não são tão frios. “Significa que teremos períodos intercalados com temperaturas mais elevadas”. Marcelo Martins alertou que a desinformação e informações alarmistas prejudicam não só o trabalho dos centros meteorológicos como a população de forma geral. “O mais importante é não divulgar Fake News, que circulam com muita frequência na internet e acabam alarmando as pessoas. Sempre que houver alguma condição especial, tanto o setor de meteorologia da UFSC quanto a Epagri divulgam boletins específicos e responsáveis sobre o assunto. Vale a pena conferir”. Salientou que são informações devidamente estudadas e analisadas. Nós não divulgamos informações de forma alarmista ou sensacionalista. Se vai chover muito, informamos que vai chover muito. Também explicamos quais podem ser as consequências. Tudo é comunicado de forma transparente e responsável”.
Adeus ao Outono
O meteorologista do Ciram/Epagri, Marcelo Martins, fez uma breve avaliação do comportamento Outono, estação que está se despedindo para a entrada do Inverno. “O Outono tem o comportamento de apresentar temperaturas em declínio, comparado com o Verão, o que é normal. A precipitação também diminui. Não tivemos um Outono muito chuvoso. Pelo contrário. Foi relativamente seco, com chuva mal distribuída. Não houve grandes tempestades, o que também é natural para a estação. A gente sai de um período mais quente no início e depois entra em um mais frio, que é o que está realmente acontecendo. Então, tivemos um Outono dentro da normalidade”.
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