Novo atraso nas obras
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- Caminhões parados no pátio do Consórcio
Terceirizados paralisaram trabalhos no trecho entre Seara e Arvoredo.
A revitalização da SC-283, trecho entre Seara e Arvoredo, é carregada de transtornos, polêmicas e desleixo. Nesta semana um novo impasse chegou a paralisar os trabalhos.
Motoristas terceirizados paralisaram as atividades na última segunda-feira. Segundo os trabalhadores, a mobilização ocorre devido ao atraso nos pagamentos por parte da empresa responsável pelos serviços, o Consórcio Compasa/Ellenco. De acordo com relatos obtidos no local, empresas terceirizadas estão sem receber há pelo menos três a quatro meses. Há informações de débitos que vêm inclusive do ano passado.
Os profissionais ouvidos pelo Folhasete informaram que a decisão coletiva foi de manter todos os caminhões parados até que os valores em atraso sejam quitados integralmente. A situação afeta tanto motoristas quanto empresas terceirizadas contratadas para atuar na obra. Também foi relatado que o britador está sem funcionamento devido a questões de energia elétrica. Os cabos foram retirados pela falta de pagamento por parte da Compasa/Ellenco.
Representantes do Consórcio ouvidos no local negaram que a paralisação dos terceirizados tenha interrompido as obras. No entanto, os caminhões permaneceram no pátio localizado próximo à ponte do rio Ariranha. O Governo do Estado garantiu que os pagamentos estão em dia. Já os débitos do Consórcio com os terceirizados seria superior a R$ 2 milhões.
Nesta semana o Folhasete apurou que a Compasa, de Curitiba, que formou o consórcio com paulista Ellenco, está em recuperação judicial. Na terça-feira os terceirizados ameaçavam abandonar definitivamente as obras se os valores atrasados não fossem quitados.
Atualização
Neste momento os trabalhos de revitalização estão lentos. A semana foi de poucas atividades no trecho. Em visita aos locais das obras, a reportagem constatou que apenas estavam atuando os próprios trabalhadores contratados diretamente pelo Consórcio, sem o suporte dos terceirizados. A informação é de que alguns deles retornaram ao trabalho com a promessa de que os débitos seriam quitados.
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