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Searaense trava luta contra câncer raro

  • - Bollis recebe o apoio da esposa Catiane e do filho Arhur

Cleison Daniel Bollis conta com a colaboração da comunidade

Cleison Daniel Bollis tem 32 anos, é gerente de supermercado e agropecuária e morador do Bairro das Nações, em Seara. Há cerca de três anos, o jovem rapaz, marido da Catiane Nardino e pai do Daniel Arthur Nardino Bollis, de apenas cinco anos de idade, precisou travar uma das mais duras e corajosas lutas de sua vida contra um tipo raro de câncer.
Cleison Daniel contou que, de uma hora para outra, sua vida mudou completamente a partir do final de 2023, quando ele trabalhava no município de Arvoredo e aceitou uma transferência com promoção profissional para a cidade de Chopinzinho, no Paraná. Durante o período de mudança, passou a sentir dores no braço direito acompanhadas de um leve inchaço. Em princípio acreditou tratar-se apenas de um mau jeito ou algo do tipo, mas com o passar das semanas os sintomas se intensificaram.
Em janeiro de 2024, procurou atendimento médico e foi rapidamente encaminhado para exames mais específicos. No dia 12 de janeiro, uma ressonância magnética já apontava forte suspeita de que seria um câncer. A partir daí iniciou-se uma longa, dolorosa e exaustiva jornada. Encaminhado para a oncologia em Pato Branco-PR, Cleison Daniel Bollis passou por três biópsias até que, em maio daquele ano, chegou o diagnóstico definitivo: osteossarcoma condroblástico na ulna distal do antebraço direito, com possível metástase pulmonar.
Em junho iniciava -se o tratamento com quimioterapia altamente agressiva. Os ciclos eram realizados durante três dias consecutivos, com intervalos de 21 dias. O plano inicial, segundo ele, previa seis ciclos, mas, devido aos efeitos severos e à falta de resposta do tumor, o processo foi interrompido no quarto ciclo. “Novos exames indicaram que a quimio não estava surtindo efeito”.
Cleison Daniel relata que naquele momento foi cogitada a possibilidade de amputação do braço. No entanto, após a realização do exame PET Scan, foi confirmada a presença de metástases nos pulmões. Diante disso, a equipe médica avaliou que a amputação não traria chances de cura e o procedimento foi descartado.
Em meio a esse cenário complexo, perdeu a confiança no tratamento que vinha recebendo e, por indicação, decidiu buscar atendimento particular no Instituto de Oncologia do Oeste Catarinense, em Chapecó. Por isso, retornou a Seara. Passou por cirurgia para retirada de cerca de 50% da ulna e de grande parte do tumor. Em seguida começou um novo protocolo de quimioterapia, com outros tipos de medicamentos. “Foram realizados oito ciclos, novamente com aplicações de três dias a cada 21 dias”. Desta vez, os resultados começaram a aparecer e a esperança foi renovada. 

Regressão

Ao final do oitavo ciclo, apesar do corpo já bastante debilitado, um novo PET Scan mostrou redução significativa dos múltiplos nódulos pulmonares, com baixo metabolismo, além de melhora no braço. Com o quadro considerado controlado, o tratamento avançou para a radioterapia no braço direito no COC Erechim, com 35 sessões, concluídas em setembro.

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