Reivindicações ao Executivo de Seara
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- Antônio de Souza cobra serviços e diz que local foi esquecido pelo poder público
Moradores do bairro Monte Castelo cobram a realização de mais investimentos.
Um bairro tradicional, popular e um dos mais antigos de Seara, que ao longo da história recebeu pouca atenção do poder público. A constatação vem do relato de moradores do Monte Castelo.
São cerca de 70 anos de habitação no local que era chamado inicialmente de Vila Poleto. Posteriormente foi denominado Marafon e agora é conhecido como Monte Castelo, um dos primeiros bairros da cidade, segundo os próprios moradores. Ruas estreitas, sem planejamento e encravadas no morro, falta de lixeiras e meio-fio e tubulações trancadas ou ineficientes, além da falta de um espaço para reuniões e eventos, como um Centro Comunitário, são alguns dos principais pedidos dos moradores. Pavimentação e iluminação pública são outros pontos a serem melhorados no local, assim como a troca de postes em situação de risco. Questões que vão além da estética e entram no quesito segurança da população que vive no bairro.
O morador Antônio de Souza, 70 anos, trabalha como pedreiro e foi morar no Monte Castelo quando tinha seis anos. Ele relata que a situação das ruas é uma das principais preocupações. “É um desleixo. Ninguém vem dar manutenção. Tranca as bocas de lobo, quebra os meio-fios e a água não tem para onde escoar. Vai tudo para frente das casas”, afirma. Segundo ele, mesmo com pedidos frequentes e antigos, o problema persiste. “Avisa um, avisa outro, ninguém vem. Está ali. Ninguém vem nem limpar. Precisa de manutenção”, completa.
Outro ponto levantado por seu Antônio é a situação de um poste em uma das vias, que, segundo ele, necessita de intervenção há anos. “Aquilo já vem se arrastando há tempo, porque foi feito o pedido para trocar aquele poste, arrumar, fazer um muro, mas não foi feito nada até agora”, lembrando que na semana passada uma caminhonete capotou no local. A demanda pela obra já teria sido autorizada em gestões anteriores, mas ainda não foi executada.
A falta de um Centro Comunitário também aparece como um pedido antigo dos moradores. Antônio explica que o bairro não possui um espaço adequado para reuniões ou eventos. “Precisamos de um espaço adequado até para fazer um velório. Quando morre alguém do bairro, não tem onde velar. Tem que pedir para outro bairro”, relata. Ele reforça que a reivindicação se arrasta há anos, sem solução concreta.
Moradora há cerca de três décadas na rua Ernesto Muller, Sandra Mara Fagundes também aponta problemas semelhantes. “Quando nós viemos morar aqui não tinha asfalto, não tinha nada. Foi feito asfalto, mas com o tempo está deteriorado”, comenta. Ela reforça a questão da drenagem: “Se o pessoal da comunidade não destrancar, vai tudo para frente das casas”.
Sandra demonstra preocupação também com famílias que vivem em áreas de risco e aguardam relocação. “Era para serem relocados em janeiro, mas passaram os meses e estão aqui ainda”, afirma. A situação de risco das famílias gera apreensão, principalmente em dias de chuva intensa.
Outro problema citado é a falta de estrutura para o transporte escolar e recolhimento do lixo. “Ponto de ônibus para as crianças não tem. Como a rua é muito estreita, é ruim para o micro passar ali para pegar as crianças”, explica. Os moradores pedem mais atenção da Administração Municipal e diálogo com a comunidade. “Que olhem um pouco mais pelo nosso bairro, porque é o mais velho da cidade e olha como é que está a situação”, enfatiza seu Antônio.
A comunidade estima que entre duas a três mil pessoas residam no bairro Monte Castelo, o que reforça a necessidade de investimentos e melhorias na infraestrutura local.
Posicionamento
Em contato com a reportagem do Folhasete, o prefeito Beto Gonçalves e o secretário da Cidade, Rutinei Cordazzo, garantiram que uma atenção especial será dada ao Monte Castelo nas próximas semanas, com ações de infraestrutura nas ruas. As demais demandas dos moradores do bairro também serão avaliadas individualmente posteriormente, conforme o Executivo.
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